Os modelos de carros Toyota são conhecidos em todo o mundo pela sua qualidade de durabilidade e por terem preços mais baixos comparados aos outros. A Toyota é a empresa mais lucrativa nesse ramo da indústria, sendo a maior fabricante de veículos no Japão.
A Toyota apresenta o mais rápido processo de desenvolvimento de produtos no mundo. Não é a toa que seus funcionários são procurados por muitas empresas devido aos seus conhecimentos.
Para alcançar tal sucesso, a Toyota utilizou métodos estratégicos de melhoria da qualidade e ferramentas como: Just-in-time, kaizen, fluxo unitário de peças, automação e nivelamento da produção.
Just-in-Time
Esta técnica de produção foi originalmente elaborada nos EUA, no início do século XX, por iniciativa de Henry Ford mas não foi posta em prática. Só no Japão, destruído pela II Guerra Mundial, é que ela encontrou condições favoráveis para ser aplicada pela primeira vez. Em visita às indústrias automobilísticas americanas, na década de 50, o engenheiro japonês Enji Toyota passou alguns meses em Detroit para conhecê-las e analisar o sistema dirigido pela linha fordista atual. Seu especialista em produção Taichi Ono, iniciou um processo de pesquisa no desenvolvimento de mudanças na produção através de controles estatísticos de processo.
Seu objetivo é "produzir o necessário, na quantidade necessária e no momento necessário”.
Kaizen
Kaizen é a disciplina para se ir ao local onde o trabalho está realmente sendo realizado (gemba) ou onde o problema exista, observar diretamente os fatos e fazer rápidas melhorias práticas fundamentadas no método científico. Visa satisfazer o cliente, o capital e o funcionário.
Fluxo unitário de peças
É definido como movimentação e produção de apenas o que é necessário, portanto, minimiza o estoque em processo.
Nivelamento de Produção
Nivelamento da produção é nivelar a taxa de produção para atingir a taxa de saída, evitando-se o inventário excessivo, que aumentam os custos de produção.
Autonomação
A autonomação faculta ao operador ou à máquina a de o processamento sempre que for detectada qualquer anormalidade. No STP (Sistema Toyota de Produção) a autonomação é ampliada para a aplicação em linhas de produção operadas manualmente.
O Sistema Toyota de Produção
A indústria automobilística japonesa desenvolveu-se de tal maneira que, em 1974, superou a Alemanha Ocidental que era a como a maior exportadora de automóveis do mundo. Em 1980, ultrapassou a indústria norte-americana em nível de produção. O mercado japonês era considerado pequeno para as grandes séries produzidas pelos métodos tradicionais norte-americanos.
A cada nova situação surgida em sua recuperação material e econômica, os japoneses necessitavam de veículos específicos e quantidades limitadas e pontuais. Havia a necessidade de mudar os modelos dos automóveis em produção conforme as necessidades da demanda exigida. A produção deveria ser puxada pelo consumo e não mais empurrada pela indústria ao mercado. A Toyota aprendeu a projetar testar e colocar seus produtos mais rapidamente que as indústrias da América do Norte, sendo essenciais para seu sucesso.
Essa capacidade de tornar a produção flexível, adequando-a as necessidades pontuais do mercado, tornou o Japão detentor da vantagem do lançamento de novidades. Os japoneses puderam copiar rapidamente as experiências de sucesso dos concorrentes, adequando-as as suas necessidades. Essa foi semente da produção flexível que fez surgir uma tecnologia adequada e versátil. As origens da flexibilização produtiva relaciona-se à introdução, na Toyota, de experiências conduzidas quando a empresa operava no setor têxtil. Na época, a Toyota conduzia dois teares de maneira simultânea, obtendo desta forma o dobro de produtividade.
No Japão, em algumas áreas, a produção em massa foi muito utilizada. Ao imitar oa Estados Unidos, os japoneses aprenderam muito com suas técnicas de CQ (Controle de Qualidade), CQT (Controle de Qualidade Total) e GQT (Garantia da Qualidade Total). Mas o principal objetivo do Sistema Toyota era produzir muitos modelos em poucas quantidades.
BIBLIOGRAFIA:
BIBLIOGRAFIA:
LIKER, Jeffrey K. /O Modelo Toyota: 14 Princípios de Gestão do maior fabricante do mundo / Porto Alegre: Bookman, 2005. Pág.25 Capitulo 1.

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